O Mundo moderno
Ingenuamente somos alienados e transformados
em uma espécie de homem-objeto.
Através de propagandas medíocres,
nossas mentes são compradas,
E nos são vendidos os pecados capitais,
A preço de sonhos e fantasias.
Valores são impostos,
Verdades forjadas,
esrespeitando idades e sexos,
Discriminando raças e crenças,
Distinguindo classes sociais e impondo limites de expressão.
Afinal, se este não é o mundo dos sonhos,
É a realidade nua e crua do mundo moderno,
Globalizado.
de Everaldo Dias Matteus
Juína - MT
quarta-feira, 26 de novembro de 2008
A última hora (Filme)
O filme é um documentário, narrado e produzido por Leonardo DiCaprio.
Ele aborda os desastres naturais causados pela própria humanidade.
Mostra como o ecossistema tem sido destruído e o que é possível fazer para reverter esse quadro.
Entrevistas com mais de 50 renomados cientistas e líderes, como Stephen Hawking e o ex-presidente soviético Mikhail Gorbachev, ajudam a esclarecer essas importantes questões.
O filme nos coloca de frente com uma realidade que ignoramos, talvez porque não acreditamos viver tanto para ver o mundo acabar.
A realidade é que o mundo não vai acabar, somos nós humanos que estamos cavando a nossa própria sepultura, pois não paramos com a poluição, queimadas e etc..
Se não nos concientizarmos a tempo, logo será tarde demais.
O filme explora o modo como a humanidade chegou até esse momento: como vivemos (a industrialização), o impacto que provocamos sobre o ecossistema.
Como consequência do aquecimento global, vemos o aumento do nível dos oceanos: com o aumento da temperatura do mundo e furacões, tufões e ciclones.
È a última hora, ainda é possivel mudar.
Paula Gomes
Ele aborda os desastres naturais causados pela própria humanidade.
Mostra como o ecossistema tem sido destruído e o que é possível fazer para reverter esse quadro.
Entrevistas com mais de 50 renomados cientistas e líderes, como Stephen Hawking e o ex-presidente soviético Mikhail Gorbachev, ajudam a esclarecer essas importantes questões.
O filme nos coloca de frente com uma realidade que ignoramos, talvez porque não acreditamos viver tanto para ver o mundo acabar.
A realidade é que o mundo não vai acabar, somos nós humanos que estamos cavando a nossa própria sepultura, pois não paramos com a poluição, queimadas e etc..
Se não nos concientizarmos a tempo, logo será tarde demais.
O filme explora o modo como a humanidade chegou até esse momento: como vivemos (a industrialização), o impacto que provocamos sobre o ecossistema.
Como consequência do aquecimento global, vemos o aumento do nível dos oceanos: com o aumento da temperatura do mundo e furacões, tufões e ciclones.
È a última hora, ainda é possivel mudar.
Paula Gomes
Os recursos do Petroléo no Brasil
Atualmente está sendo muito discutido no Brasil, o que fazer com os recursos extraidos do Petróleo.
Cristovam Buarque, teve uma brilhante idéia de usar os recursos do Petróleo na eduacação do país.
Eu concordo com Cristovam Buarque, pois ele está pensando no bem estar dos brasileiros.
Cristovam pensa em '' trocar minérios por neurônios'', assim estariamos substituindo um recurso não - renovável em um bem que nunca se esgotará, que é a educação.
Sabemos que a educação no Brasil, não está lá essas coisas. As escolas precisam urgentemente de reformas, e os alunos precisam de mais incentivo da parte do governo.
O senador foi além, criou a lei do Petróleo (9.478 de 1997), e essa lei passará a vigorar juntamente com o seguinte artigo:
"Art 52-A Os recursos destinados a Estados e Municípios, nos termos dos artigos 48, 49, incisos I, alíneas a, b e c, e II, alíneas a, d e e, e 50, parágrafo 2º, incisos III e IV, serão aplicados, exclusivamente, no financiamento de ações e programas públicos de educação de base e de ciência e tecnologia."
Assim, como muitos brasileiros, o presidente Luiz Inacio Lula da Silva, apoia essa grande idéia, pois assim estaremos apostando em um futuro melhor para o nosso país.
Leia o texto sobre o assunto:
http://www.cristovam.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=1878&Itemid=2
Cristovam Buarque, teve uma brilhante idéia de usar os recursos do Petróleo na eduacação do país.
Eu concordo com Cristovam Buarque, pois ele está pensando no bem estar dos brasileiros.
Cristovam pensa em '' trocar minérios por neurônios'', assim estariamos substituindo um recurso não - renovável em um bem que nunca se esgotará, que é a educação.
Sabemos que a educação no Brasil, não está lá essas coisas. As escolas precisam urgentemente de reformas, e os alunos precisam de mais incentivo da parte do governo.
O senador foi além, criou a lei do Petróleo (9.478 de 1997), e essa lei passará a vigorar juntamente com o seguinte artigo:
"Art 52-A Os recursos destinados a Estados e Municípios, nos termos dos artigos 48, 49, incisos I, alíneas a, b e c, e II, alíneas a, d e e, e 50, parágrafo 2º, incisos III e IV, serão aplicados, exclusivamente, no financiamento de ações e programas públicos de educação de base e de ciência e tecnologia."
Assim, como muitos brasileiros, o presidente Luiz Inacio Lula da Silva, apoia essa grande idéia, pois assim estaremos apostando em um futuro melhor para o nosso país.
Leia o texto sobre o assunto:
http://www.cristovam.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=1878&Itemid=2
quinta-feira, 13 de novembro de 2008
A Internacionalização do Mundo
Cristovam Buarque
Durante debate em uma Universidade, nos Estados Unidos, fui questionado sobre o que pensava da internacionalização da Amazônia. O jovem americano introduziu sua pergunta dizendo que esperava a resposta de um humanista e não de um brasileiro. Foi a primeira vez que um debatedor determinou a ótica humanista como o ponto de partida para uma resposta minha.
De fato, como brasileiro eu simplesmente falaria contra a internacionalização da Amazônia. Por mais que nossos governos não tenham o devido cuidado com esse patrimônio, ele é nosso.
Respondi que, como humanista, sentindo o risco da degradação ambiental que sofre a Amazônia, podia imaginar a sua internacionalização, como também de tudo o mais que tem importância para a Humanidade.
Se a Amazônia, sob uma ótica humanista, deve ser internacionalizada, internacionalizemos também as reservas de petróleo do mundo inteiro. O petróleo é tão importante para o bem-estar da humanidade quanto a Amazônia para o nosso futuro. Apesar disso, os donos das reservas sentem-se no direito de aumentar ou diminuir a extração de petróleo e subir ou não o seu preço. Os ricos do mundo, no direito de queimar esse imenso patrimônio da Humanidade.
Da mesma forma, o capital financeiro dos países ricos deveria ser internacionalizado. Se a Amazônia é uma reserva para todos os seres humanos, ela não pode ser queimada pela vontade de um dono, ou de um país. Queimar a Amazônia é tão grave quanto o desemprego provocado pelas decisões arbitrárias dos especuladores globais. Não podemos deixar que as reservas financeiras sirvam para queimar países inteiros na volúpia da especulação.
Antes mesmo da Amazônia, eu gostaria de ver a internacionalização de todos os grandes museus do mundo. O Louvre não deve pertencer apenas à França. Cada museu do mundo é guardião das mais belas peças produzidas pelo gênio humano. Não se pode deixar esse patrimônio cultural, como o patrimônio natural amazônico, seja manipulado e destruído pelo gosto de um proprietário ou de um país. Não faz muito, um milionário japonês, decidiu enterrar com ele um quadro de um grande mestre. Antes disso, aquele quadro deveria ter sido internacionalizado.
Durante o encontro em que recebi a pergunta, as Nações Unidas reuniam o Fórum do Milênio, mas alguns presidentes de países tiveram dificuldades em comparecer por constrangimentos na fronteira dos EUA. Por isso, eu disse que Nova York, como sede das Nações Unidas, deveria ser internacionalizada. Pelo menos Manhatan deveria pertencer a toda a Humanidade. Assim como Paris, Veneza, Roma, Londres, Rio de Janeiro, Brasília, Recife, cada cidade, com sua beleza especifica, sua história do mundo, deveria pertencer ao mundo inteiro.
Se os EUA querem internacionalizar a Amazônia, pelo risco de deixá-la nas mãos de brasileiros, internacionalizemos todos os arsenais nucleares dos EUA. Até porque eles já demonstraram que são capazes de usar essas armas, provocando uma destruição milhares de vezes maior do que as lamentáveis queimadas feitas nas florestas do Brasil.
Nos seus debates, os atuais candidatos à presidência dos EUA têm defendido a idéia de internacionalizar as reservas florestais do mundo em troca da dívida. Comecemos usando essa dívida para garantir que cada criança do mundo tenha possibilidade de ir à escola. Internacionalizemos as crianças tratando-as, todas elas, não importando o pais onde nasceram, como patrimônio que merece cuidados do mundo inteiro. Ainda mais do que merece a Amazônia. Quando os dirigentes tratarem as crianças pobres do mundo como um patrimônio da Humanidade, eles não deixarão que elas trabalhem quando deveriam estudar; que morram quando deveriam viver.
Como humanista, aceito defender a internacionalização do mundo. Mas, enquanto o mundo me tratar como brasileiro, lutarei para que a Amazônia seja nossa. Só nossa.
(*) Cristovam Buarque, 58, doutor em economia e professor do Departamento de Economia da UnB (Universidade de Brasília), foi governador do Distrito Federal pelo PT (1995-98). Autor, entre outras obras, de "A Segunda Abolição" (editora Paz e Terra).
Cristovam Buarque
Durante debate em uma Universidade, nos Estados Unidos, fui questionado sobre o que pensava da internacionalização da Amazônia. O jovem americano introduziu sua pergunta dizendo que esperava a resposta de um humanista e não de um brasileiro. Foi a primeira vez que um debatedor determinou a ótica humanista como o ponto de partida para uma resposta minha.
De fato, como brasileiro eu simplesmente falaria contra a internacionalização da Amazônia. Por mais que nossos governos não tenham o devido cuidado com esse patrimônio, ele é nosso.
Respondi que, como humanista, sentindo o risco da degradação ambiental que sofre a Amazônia, podia imaginar a sua internacionalização, como também de tudo o mais que tem importância para a Humanidade.
Se a Amazônia, sob uma ótica humanista, deve ser internacionalizada, internacionalizemos também as reservas de petróleo do mundo inteiro. O petróleo é tão importante para o bem-estar da humanidade quanto a Amazônia para o nosso futuro. Apesar disso, os donos das reservas sentem-se no direito de aumentar ou diminuir a extração de petróleo e subir ou não o seu preço. Os ricos do mundo, no direito de queimar esse imenso patrimônio da Humanidade.
Da mesma forma, o capital financeiro dos países ricos deveria ser internacionalizado. Se a Amazônia é uma reserva para todos os seres humanos, ela não pode ser queimada pela vontade de um dono, ou de um país. Queimar a Amazônia é tão grave quanto o desemprego provocado pelas decisões arbitrárias dos especuladores globais. Não podemos deixar que as reservas financeiras sirvam para queimar países inteiros na volúpia da especulação.
Antes mesmo da Amazônia, eu gostaria de ver a internacionalização de todos os grandes museus do mundo. O Louvre não deve pertencer apenas à França. Cada museu do mundo é guardião das mais belas peças produzidas pelo gênio humano. Não se pode deixar esse patrimônio cultural, como o patrimônio natural amazônico, seja manipulado e destruído pelo gosto de um proprietário ou de um país. Não faz muito, um milionário japonês, decidiu enterrar com ele um quadro de um grande mestre. Antes disso, aquele quadro deveria ter sido internacionalizado.
Durante o encontro em que recebi a pergunta, as Nações Unidas reuniam o Fórum do Milênio, mas alguns presidentes de países tiveram dificuldades em comparecer por constrangimentos na fronteira dos EUA. Por isso, eu disse que Nova York, como sede das Nações Unidas, deveria ser internacionalizada. Pelo menos Manhatan deveria pertencer a toda a Humanidade. Assim como Paris, Veneza, Roma, Londres, Rio de Janeiro, Brasília, Recife, cada cidade, com sua beleza especifica, sua história do mundo, deveria pertencer ao mundo inteiro.
Se os EUA querem internacionalizar a Amazônia, pelo risco de deixá-la nas mãos de brasileiros, internacionalizemos todos os arsenais nucleares dos EUA. Até porque eles já demonstraram que são capazes de usar essas armas, provocando uma destruição milhares de vezes maior do que as lamentáveis queimadas feitas nas florestas do Brasil.
Nos seus debates, os atuais candidatos à presidência dos EUA têm defendido a idéia de internacionalizar as reservas florestais do mundo em troca da dívida. Comecemos usando essa dívida para garantir que cada criança do mundo tenha possibilidade de ir à escola. Internacionalizemos as crianças tratando-as, todas elas, não importando o pais onde nasceram, como patrimônio que merece cuidados do mundo inteiro. Ainda mais do que merece a Amazônia. Quando os dirigentes tratarem as crianças pobres do mundo como um patrimônio da Humanidade, eles não deixarão que elas trabalhem quando deveriam estudar; que morram quando deveriam viver.
Como humanista, aceito defender a internacionalização do mundo. Mas, enquanto o mundo me tratar como brasileiro, lutarei para que a Amazônia seja nossa. Só nossa.
(*) Cristovam Buarque, 58, doutor em economia e professor do Departamento de Economia da UnB (Universidade de Brasília), foi governador do Distrito Federal pelo PT (1995-98). Autor, entre outras obras, de "A Segunda Abolição" (editora Paz e Terra).
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